Conselho Quilombola da Bacia e Vale do Iguape


HISTÓRICO

O Conselho Quilombola da Bacia e Vale do Iguape, Cachoeira-Ba, é composto de quatorze comunidades quilombolas que estão em torno da Bacia e Vale do Iguape, distribuídos nos distritos de Santiago do Iguape e São Francisco do Paraguaçu, isto é Kaonge, Kalembá, Kaimbongo Velho, Kalole, Dendê, Imbiara, Engenho da Ponte, Engenho da Praia, Engenho da Vitória, Tombo, Engenho Novo, Engenho da Cruz, Brejo. A representação no conselho é constituída de oito membros por comunidade quatro titulares e quatro suplentes totalizando 112 conselheiros, que representam diretamente e indiretamente mais de 3.500 famílias.

COMO SURGIU

As comunidades que compõem o conselho passaram por processos organizativos distintos, alguns desenvolveram formas organizativas apenas esporádicas e outros experimentaram processos mais consolidados como a luta nas associações sindicatos rurais.

Partindo de atividades culturais incentivado pela Companhia de Dança Afro Vale do Iguape, que fundor juridicamente o Centro de Educação e Cultura Vale do Iguape, (CECVI) como elemento motivador, mobilizador, articulador, educador e, juntos construiriam uma articulação inicialmente com cinco comunidades quilombola mais próximas e, a partir dessa articulação inicial foi possível à busca e conquista da certificação quilombola, junto á Fundação Cultural Palmares, enquanto remanescente de quilombo em 2004. De posse da certificação as dez comunidades iniciaram um processo tímido de articulação, que durante o ano de 2005 foi concretizando e tomou corpo de núcleo organizativo, sendo então constituído “O Conselho Quilombola da Bacia e Vale do Iguape, atualmente quatorze Comunidades”. No processo de consolidação do Conselho, outros atores participaram alem das comunidades quilombolas, como CEPASC, FACED/UFBA e CJP

O conselho Quilombola da Bacia e Vale do Iguape é um dos canais construído pelas comunidades quilombolas da região de Cachoeira, Bahia para se organizar, dialogar e pressionar os poderes públicos para as demandas das mesmas.

DA ORGANIZAÇÃO DO CONSELHO

O conselho quilombola vem consolidando o núcleo participativa do estatuto e o posterior registro cartorial e inscrição fiscal, passando o núcleo organizativo a possuir uma representação legal.

O conselho vem amadurecendo a compreensão da importância de se articular com outros movimentos e através da participação no I Encontro Baiano de Comunidades Quilombola, participou da criação e é membro do Comitê quilombola da Bahia em Ação, Conselho da Resex Baia do Iguape, Núcleo Gestor Território de Recôncavo e outros. Na escolha dos conselheiros critérios de gênero e gerações foram respeitadas sendo, portanto, constituído de jovens, idosos, homens e mulheres.

Um forte potencial que o conselho Apresenta é de seu publico se identificar e se afirmar enquanto negro-negras, bem como de tecer critica ao racismo e aos elementos da democracia racial brasileira, o que possibilita mobilização para as ações afirmativas.

A intenção do Conselho é reunir todas as comunidades quilombolas da região, a mobilização das demais comunidades para o processo de luta; o reconhecimento dessas comunidades enquanto remanescente de quilombos; a regularização fundiária; o acesso a políticas públicas e articulação com outros movimentos.

organizativo, com a freqüência das reuniões rotativa (mensais), estas com sistemática de funcionamento, além do desenvolvimento das atividades sustentáveis coletivas, mutirões de limpeza etc., elemento estes, que possibilitaram o aumento da participação coletiva

A formalização do Conselho se deu por meio da construção

Obs: O Conselho hoje agrega 14 comunidades quilombolas

Ananias Viana

 



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